terça-feira, 2 de agosto de 2016

CONHEÇA O APLICATIVO QUE AJUDA NO COMBATE A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER, NO RS



          Com apenas quatro toques, a polícia, a Justiça e uma rede de amigos serão alertados quando uma mulher se sentir ameaçada por um ex-companheiro que, desobedecendo a uma ordem da Justiça, resolver se aproximar dela.
              Um aplicativo no celular é testado em Porto Alegre, desde fevereiro, na tentativa de coibir a violência doméstica -dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) apontam que uma mulher morre no país a cada 90 minutos por agressões de parceiros ou ex.
            O aplicativo, desenvolvido em parceria com as ONGs Themis e Geledés, avisa o juiz responsável pelo caso que a ordem foi descumprida, e a informação é automaticamente anexada ao processo.Além disso, a mulher pode enviar foto e vídeo que comprovem a aproximação ou agressão, que depois serão usados como provas.
          Imagens e sons são gravados após quatro segundos do aviso à polícia, que recebe a localização da vítima por GPS. A mulher ainda pode cadastrar pessoas de confiança para serem avisadas.
      As mulheres que participam do piloto foram escolhidas por juízes e, as que não possuíam celular, ganharam um -a Ajuris (Associação dos Juízes do RS) realizou uma campanha para arrecadar os aparelhos.
       Batizado de PLP 2.0, o nome do aplicativo é uma referência ao programa Promotoras Legais Populares (PLP), que existe há mais de duas décadas. "As promotoras recebem treinamento e trabalham para empoderar mulheres contra a violência, psicológica ou física, nas suas comunidades", explica Carlos Santos Filho, 52, da Geledés.
    Somente em Porto Alegre, 17.985 mulheres foram agredidas de 2012 a 2015. No Estado todo, no mesmo período, 164.236 mulheres foram atacadas. Desses casos, 274 resultaram em morte, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública gaúcha.
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