segunda-feira, 11 de maio de 2015

Oficiais da BM buscam aperfeiçoamento no Japão




  Aproximar a polícia da população. Foi com este objetivo que durante 10 dias, três oficiais da Brigada Militar participaram da troca de experiências sobre polícia comunitária, no Japão. Os policiais que atuam na Serra gaúcha e Vale do Rio dos Sinos, embarcaram no dia 19 de abril, acompanhados de representantes de outros Estados que ocupam postos de comando e desenvolvem ações de policiamento comunitário em diversas cidades do Brasil. 
  A viagem faz parte de um acordo de cooperação técnica entre Brasil e Japão, firmado em dezembro de 2014, com o objetivo de estabelecer um sistema contínuo e autossuficiente de multiplicação da Polícia Comunitária no Brasil. O acordo prevê a capacitação de profissionais brasileiros nos estados modelos: Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais. Serão realizadas duas edições anuais nos estados escolhidos, durante três anos. Também serão enviados profissionais de segurança pública para o Japão, em uma edição anual, de modo que 67 brasileiros, das diversas unidades federativas, sejam capacitados até 2017. Em contrapartida, o governo japonês enviará ao Brasil policiais que atuarão como peritos, com o objetivo de colaborar para a melhoria do policiamento comunitário no país.
  No Japão, o capitão Flori Chesani Júnior, de Caxias do Sul, o capitão Luciano Veríssimo Cunha, de Campo Bom, e o capitão Reni Onírio Zdreikoski, de Bento Gonçalves, participaram de reuniões e visitaram as instalações do Koban (posto policial), com objetivo de acompanhar os policiais japoneses no trabalho junto à comunidade. No modelo de policiamento comunitário, os policiais fazem contatos cíclicos em estreito relacionamento com os moradores. Os policiais brasileiros aproveitaram para exercitar as atividades dos colegas japoneses na prática. Acompanharam os policiais na prevenção da criminalidade e na condução dos acidentes de trânsito. 
  Segundo o major André Marcelo Ribeiro, adjunto da Polícia Comunitária da Brigada Militar, “as instituições integrantes do acordo de cooperação, são multiplicadores do modelo de policiamento comunitário japonês denominado Koban, para outros estados do país”. Ainda de acordo com Ribeiro, “foram criados grupos de trabalhos para construção e desenvolvimento de programas de matérias adaptados as realizadas de cada região do país”. O programa desenvolvido no Rio Grande do Sul se tornou referência nacional e hoje conta com 134 núcleos, em mais de 20 cidades. No Estado, cerca de 500 policiais militares atuam neste modelo de policiamento. 
 
  Modelo: O Japão acumula experiência de 130 anos em policiamento comunitário. O
modelo Koban é um modelo de posto policial japonês que remonta ao século 19. É a base física da estrutura de polícia comunitária do Japão, adotada por diversos países, entre eles Brasil, Estados Unidos, Taiwan e Coréia do Sul. Nos pequenos postos urbanos, trabalham entre três a quatro oficiais de polícia, que agem preventivamente, aconselhando as comunidades sobre criminalidade, visitando domicílios habitados por pessoas que carecem de atenção especial e estimulando reuniões com os mais velhos e as lideranças locais.

Comunicação Social / EMBM
Texto: Sd Paola Dala Barba – PM5
Fotos: Divulgação