terça-feira, 10 de março de 2015

Estatísticas comprovam: mulheres são mais cautelosas no trânsito

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    No último domingo, dia 8 de março, comemoramos o Dia Internacional da Mulher.  E as estatísticas comprovam, ano após ano, que elas se envolvem em menos acidentes do que os homens quando estão no trânsito. Quando analisamos os sinistros pagos pela Seguradora Líder DPVAT em 2014, num total de 763.365 indenizações, vemos que 25% foram para mulheres e 75% para homens. No caso de morte, a diferença é ainda maior com 82% de vítimas pertencentes ao sexo masculino.

    O menor risco associado à mulher ao volante, também pode ser verificado pelas estatísticas referentes ao condutor do veículo. No ano passado, apenas 10% das indenizações pagas foram para motoristas do sexo feminino, contra 57% para motoristas do sexo masculino.
    Outros dados apontam que, em 2014, do total das indenizações pagas por morte e invalidez permanente, envolvendo mulheres, 39% eram motoristas, 20% pedestre e 41% passageiros, não tendo variação significativa em relação a 2013. Em relação ao tipo de veículo envolvido nos acidentes com mulheres, no mesmo período, 56% das mortes foram decorrentes de acidentes com automóveis e 73% dos casos de invalidez permanente, de acidentes com motocicletas, registrando, respectivamente, uma queda de 2 e um aumento de 4 pontos percentuais, se compararmos com o ano de 2013.
     Embora a Região Sul concentre 14% da população feminina do país, o percentual de indenizações pagas envolvendo vítimas femininas, por morte, em 2014, foi de 18% e, para invalidez permanente, 16%. 
      Ainda que os homens estejam mais expostos aos riscos de acidentes de trânsito, tanto pelo aspecto das suas atividades profissionais ou por constituírem a maior parcela de condutores habilitados a conduzir veículos das mais variadas categorias (caminhões, ônibus, automóveis, vans, táxis e motocicletas), há que se considerar que a cautela, a atenção e a prudência das mulheres no trânsito podem ser apontadas como fatores importantes para o contraste nas estatísticas entre os acidentes envolvendo homens e mulheres.
      Mas não vamos nos esquecer: todos somos responsáveis por promover a paz no trânsito. Que o respeito pela vida – de homens, mulheres e crianças – esteja mais presente nas ruas e estradas brasileiras.