terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Manifestação do Comando-Geral da BM em relação a declarações do presidente do MJDH, Jair Krischke

*MJDH - Ong Movimento de Justiça e Direitos Humanos       

      Nos causou estranheza as declarações do nominado defensor dos direitos humanos, com críticas ácidas com relação à Corporação, que é uma instituição de Estado e um patrimônio dos gaúchos, cuja existência perpassa 177 anos, o que demonstra o nível de confiabilidade da sociedade na Corporação que a protege dia e noite. Ao contrário das assertivas de Jair krischke, nossa instituição nunca foi e nem será um lixo da ditadura ou mesmo sua herança. Temos uma história própria. Somos uma instituição quase bicentenária graças à seriedade do nosso trabalho, criados que fomos para a garantia dos poderes constituídos. Nossa estrutura é calcada nos princípios da hierarquia e da disciplina, que são as colunas que sustentam nossa existência. Quando a Constituição Federal de 1988 colocou as Polícias Militares, no seu Artigo 144, como garantidoras da ordem pública e da segurança da sociedade, o fez com o aval do próprio povo. Foi a sociedade quem decidiu por manter estas instituições.

         Não podemos aceitar a declaração de que a PM não serve pra nada. Somos uma das instituições públicas com maior índice de confiabilidade, em pesquisas oficiais recentes. Não compreendemos como, ao mesmo tempo, uma pessoa que diz defender os direitos humanos, defenestra instituições que são a linha de frente na proteção de famílias que estão à mercê de criminosos.

        A Brigada Militar é pioneira em proporcionar o ingresso na carreira dos Oficiais de Nível Superior com o curso de direito como pré-requisito. Foi a primeira PM, no país, a colocar em toda base curricular de formação a matéria de direitos humanos, voltada à doutrina da proteção social, para que nosso modelo militarizado sirva para os propósitos estruturais. E, nossa doutrina foi reformada, visando o enfrentamento das situações conflitantes, sempre buscando a preservação da vida, a proteção das pessoas e do seu patrimônio e o encaminhamento de elementos desviantes à Justiça.


Coronel Alfeu Freitas Moreira
Respondendo pelo Comando-Geral da Brigada Militar